BLOG, CARA.
1.30.2003
ELIMINEM O PÚBLICO!!!
Juliana, a assistente social boazinha gosta de Andrea. Sabrina, a moleca da casa também. Excetuando-se as duas, ninguém naquela casa suporta a Big Mother, que foi para o paredão nesta Terça. Só não sabiam eles que o público, que decide quem fica e quem sai da casa não pensa assim. 64% dos votantes optaram pela saída da Miss Brasil Joseane Oliveira.
A Big Mother tem 38 anos. Divorciada há seis anos, ela teve que voltar a morar com os pais e fazer algo inédito em sua vida até então: Trabalhar. Hoje ela é contato publicitário e cria sozinha os três filhos. Pode-se dizer que Andrea é um sucesso. Quem gosta de Lair Ribeiro deve adorá-la. Quem gosta do Zagallo também, já que depois de Ter escapado do paredão ela macaqueou a famosa frase do técnico, dizendo aos demais participantes: “Vocês vão Ter que me engolir”. O pior é que ela está certa. Assim como Kléber e Cida, das edições anteriores do programa, ela deve tornar-se a cada dia mais odiada pelos participantes e mais amada pelos espectadores, que devem passar a vê-la como vítima.
Joseane era o oposto disso. Não que fosse muito adorada por quem está lá dentro, e sim porque de uns dias para cá só despertou reações negativas em quem assiste ao Big Brother. Os homens não gostaram do que ela fez com Dílson. Auto-defesa da parte deles, talvez. As mulheres também crucificaram-na. A motivação delas me escapa. Para complicar mais sua situação, Joseane prometeu tomar banho sem roupa se não fosse eliminada. Errou feio, pois para cada homem que votou em Andrea dez vezes seguidas para conferir as curvas da Miss, deve ter havido uma esposa ou namorada que votou em Jose umas quinze para evitar que isso acontecesse. E evitaram. Sabrina que se cuide, pois se cair em um paredão deve Ter o mesmo destino de Joseane, a julgar pelo tamanho de seus biquínis e pela sedução que exerce em quase todos os homens da casa.
1.26.2003
O FIM DOS FRIENDS, MAS NÃO O DE JOEY.
Desta vez é pra valer. Na última sexta, dia 18, o presidente da rede americana Jeff Zucker anunciou que a série não passará da décima temporada, que terá dezoito episódios e está prevista para terminar (nos EUA) em Maio de 2004. Rumores dão conta de que cada episódio irá custar a emissora cerca de dez milhões de dólares. Os seis amigos também irão estrelar um longa-metragem, que deve estrear no cinema ainda em 2003 e é só. No meio disso tudo, o único consolo para os fãs desta que é umas das mais populares séries de todos os tempos é que a rede NBC e os agentes de Matt LeBlanc, que faz o papel de Joey estão em negociações para que ele protagonize uma série derivada de Friends, fazendo o mesmo papel que o consagrou.
As conversas nesse sentido já haviam começado na temporada passada, mas o nenhum dos envolvidos quis levar a idéia adiante antes de saber se haveria ou não uma décima temporada. Como tanto a confirmação desta como o anúncio de que ela será a última foram acertadas nas últimas semanas, o “spinoff” (série derivada) de Joey voltou a estar em pauta. Se sair do papel, o que ainda não é certo já que nem o melhor conceito para série não foi definido e muito menos chegou-se a um acordo sobre as questões que envolvem dinheiro, os produtores podem começar a sonhar em repetir o sucesso de Frasier, uma série derivada de outra (Cheers) que já está no ar também pela NBC há 11 anos e coincidentemente deve terminar em Maio de 2004, deixando a rede órfã de dois de seus maiores sucessos.
Friends é a série cômica mais vista nos EUA, perdendo no geral apenas para CSI. No Brasil a série é a mais assistida na TV por assinatura. Friends é transmitido no Brasil pela Warner.
Assino desde o dia 20 uma coluna diária na Folha da Imprensa, sobre música (segundas) e tv (demais dias). Comprem, leiam e escrevam para o jornal comentando. Quem sabe assim eles resolvem me pagar algo. A partir de hoje vou postar algumas colunas aqui, antes até da versão impressa, só porque eu adoro vocês.
PAREDÃO SEM SURPRESAS
Sayonará, Samantha! Auf Wiedersen Paulo! Como já havia sido previsto, o mergulhador Emílio e a engajada Juliana ganharam mais uma semana de fôlego no Big Brother. Samantha, que disputava com Juliana, teve 79% dos votos. Agora só lhe resta bater na porta da tal Gracie Magazine e tentar lá mais um ensaio sensual, pois suas chances de ser capa da Playboy ficaram para outra vez. O fotógrafo Paulo, que teve 55% dos votos na disputa com Emílio perdeu a oportunidade de descolar umas cocotinhas na casa e realizar suas fantasias de quarentão. Vai ter que se contentar em fotografá-las, como já fazia antes de seus quinze minutos de fama.
O melhor/pior do episódio de Terça foi o “místico” Dhomini, assessor parlamentar goiano, implorando a todas as mulheres da casa se por um abraço. Mas um abraço de verdade, ele ressaltava, dizendo que as garotas estavam muito arredias e não sabiam abraçá-lo de maneira satisfatória. Pouco a pouco ele toma de Dílson o trono de “carente” desta edição. O Pedro Bial inclusive tirou uma onda com os dois por causa disso. Dílson disse que estava até doente, com a imunidade baixa. Pelo jeito a arrependida Joseane, e todos nós por tabela, ainda teremos que agüentar muita conversa fiada por parte do “Mad Max”. Mel Gibson estaria rolando na cova. Se estivesse morto, é claro.
1.06.2003
Sentindo invejinha dos nomes legais que as pessoas tinham no livro da Erica, decidi me auto-batizar de Glauco Cerveja Grátis. Porque cerveja grátis é o que há.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Mas umas barras de dinamite bem que ajudam no processo.
Falando em Kesey e nos Merry Pranksters, a saga deles atravessando os Estados Unidos em um ônibus psicodélico e cheios de LSD na idéia pode ser conferida no livro Décadas Púrpuras, de Tom Wolfe, que aparentemente pegou carona no coletivo por uns dias, tão detalhado é seu relato. Para se ter uma idéia do nível de chapação dos caras, tanto o interior como a parte externa do veículo foram entulados de microfones e fones de ouvido, fazendo com que quem estivesse dentro dele pudesse ouvir todos os ruídos do lado de fora e vice versa. Como diz meu amigo Ivan, o maior bebedor de cerveja comunista da região sul do país, é muuuita droga.
BABADO FORTE - ERIKA PALOMINO
O Livro da colunista da Folha é essencial para qualquer um que se interesse por cultura pop no Brasil. Personagens (verídicos) de nomes hilários como Johny Luxo e Grace Lesada e relatos de festas impagáveis, que chegam a lembrar as loucuras cometidas pelos Merry Pranksters, uma turma de porraloucas encabeçada pelo escritor Ken Kesey, autor de Um Estranho no NInho.
Para ler e ficar com vontade de ter participado dos primórdios da cena club, quando a loucura era máxima, a afetação mínima e o techno nem existia.
BAFÃO!!! DRAMA!!! VIOLÊNCIA!!! TRAIÇÃO!!! INTRIGA!!!
Nem devia tar comentando, mas os envolvidos estão lavando toda a roupa suja em público mesmo então foda-se. Quem quiser ficar por dentro que vá lá no blog da Karen (karencarpenter.blogspot.com) e procure os dementes na turminha de links no lado esquerdo, que eu estou sem saco para linkar todo mundo aqui.
Parece até Dallas. A série, não a cidade, eu quero dizer. Se bem que não foi a toa que foi lá que apagaram o Kennedy.
1.05.2003
Agora tem Franz Café em Curitiba. Obviamente, tudo que a cidade precisava era uma filial de um dos lugares mais ridículos de São Paulo. Já o Bocage, o sensacional hambúrguer lésbico, só tem por lá mesmo.
Ah, caso a compreensão dos "lá" e "aqui" esteja um tanto complicada, é porque eu voltei para cá, quer dizer, não estou mais morando lá, e sim aqui, sacaram?
Ou como dizia a velha canção de Gary Glitter, "Hello Hello, I'm back in town!"
Texto que eu escrevi sobre o último do Pato Fu. Meio antigo, mas é de graça então não reclamem. Ou reclamem, sei lá.
MUSEU DE ESQUISITICES
Não se engane. O disco/DVD MTV ao Vivo, do Pato Fu passa longe da febre que assola o segmento pop/rock. A começar pelo local onde álbum foi gravado nos dias 28 e 29 de Abril, o Anexo do Museu de Arte da Pampulha, prédio projetado por Oscar Niemeyer nos anos 40 e tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. Foi para falar deste disco que quatro sonolentos Pato Fus me receberam para um café da manhã em um hotel de São Paulo.
“Como o anexo do museu é um lugar pequeno, a platéia de cada show foi de apenas duzentas pessoas, selecionadas entre membros de fãs-clubes reais e virtuais”, disse a vocalista Fernanda Takai. “Os arranjos foram todos feitos especialmente para esta gravação e a excursão do disco ao vivo não será mera repetição da turnê de onde ele saiu” eles atestam. Mesmo porque ele não foi gravado às pressas durante uma tour. Segundo John, guitarra, voz, programação e principal compositor da banda, a intenção do disco é reunir o melhor dos dois mundos. “Queríamos juntar a energia do palco com as várias possibilidades de um estúdio, a pós-produção deu um trabalhão”. O que eles não queriam mesmo era apelar para o que Fernanda chama de “a fórmula fácil do vejam como nós somos legais, tá todo mundo gritando e cantando junto”.
“Nós sempre quisemos lançar um VHS e acabamos pulando direto para o DVD”, disse Fernanda. “Sem a MTV teria sido difícil fazer isto da maneira como nós queríamos, e musicalmente eles nos deram carta branca, seja na seleção do repertório seja nos arranjos”. Coerente. O Pato Fu nunca foi de fazer concessões, apesar do que dizem os detratores da banda. Mesmo a regravação de Ando Meio Desligado, dos Mutantes para a abertura de uma novela da Rede Globo fazia sentido, afinal eles já haviam gravado uma música da legendária banda paulistana em seu primeiro disco, Rotomusic de Liquidificapum. Por falar nisso, eles dizem contar com um stand nos shows onde qualquer um dos álbuns da banda pode ser comprado por algo em torno de quinze reais. É de se perguntar por que nas lojas eles custam quase o dobro Eles também acham isto irônico. Ainda assim, os quatro se dizem indiretamente prejudicados com a pirataria, já que, segundo John, “isto diminui o caixa das gravadoras e faz com que elas cortem projetos como videoclipes e aparições na tv, principalmente de bandas como o Pato Fu, cujo disco de maior vendagem, Televisão de Cachorro, atingiu a marca de 150 mil cópias”. Marca que, “se nada de estranho acontecer, já que estas coisas podem acontecer com o Pato Fu só por ser o Pato Fu”, disse o baterista Xande, deve ser superada.
RUÍDO VIVO
Assim como o anterior, o disco começa com “Eu”, música do repertório da cultuada banda gaúcha Graforréia Xilarmônica. O theremin da versão original, na verdade recurso de um programa chamado Soft Sinth, foi substituído por um serrote (?) tocado por Hique Gomez, mais conhecido como a metade da dupla Sborniana do espetáculo “Tangos e Tragédias”, também do Rio Grande do Sul. “É, tá todo mundo produzindo bastante coisa por lá”, disse o baixista Ricardo Koctus. Na seqüência já vem uma das quatro inéditas, “Me Explica”, e uma “Sobre o Tempo”, a única do segundo disco que está aqui, mais suingada do que na versão original. “Made in Japan” continua Pizzipato Fu, e não é só pelos vocais em japonês de Fernanda.
“Por Perto”, a segunda inédita, é uma daquelas baladas bem simples dos tempos recentes do Pato Fu, sem as piadinhas internas que marcaram o início da banda. “Quero construir coisas que não precisem de bula para ser entendidas”, explica John sobre esta mudança, que não é de hoje. Não que eles tenham deixado as esquisitices de lado, é claro. Tanto é que depois da versão com toques de ska de “Porque te Vas”, que ele ouviu pela primeira vez aos onze anos, no filme “Cria Cuervos”, de Carlos Saura, e de outra balada inédita, “Não Mais”, uma música triste, muito triste, o inferno sobe à terra com “Capetão 66.6 FM”, paródia de metau (metau!!!) que ganhou trechos de músicas de Ayrton Mugnami Jr. e da dupla Tangos e Tragédias, agora inteira.
A próxima é “Depois”, hit do disco “Isopor”, a música que fez muitos fãs xiitas torcerem o nariz. Besteira. É uma das melhores do grupo e está mais rock e mais psicodélica ao mesmo tempo, graças à bateria de Xande e aos teclados de Lulu Camargo, respectivamente. “Canção para você viver mais” é outra canção simples e melancólica, onde todos os instrumentos, piano elétrico incluso, soam discretos, pontuando a voz de Fernanda. A energia volta com “Vivo num Morro”, groove, bem groove. “Nada pra Mim”, a última inédita, poderia estar em “Isopor”. Guitarras encorpadas surgem apenas em certos momentos da faixa, fazendo pensar que o próximo álbum será bem baladeiro. Koctus, porém, garantiu que nada foi pensado neste sentido ainda. “Um dia um ladrão” foi das que mais empolgaram quem lá estava e formou uma seqüência quase perfeita com “Antes que seja tarde” e “Imperfeito”.
O acordeom de Nico Nicolaiewsky aparece bem em “Perdendo Dentes”. “Menti pra você, mas foi sem querer” virou uma maçaroca que deu certo, com scratches, punk rock e uma cozinha com acento black. John solta a voz em “Quase”, acompanhado por Hique e Nico. A faixa é a cara deles, parece ter vindo da Sbórnia. Para o final, uma emblemática da era dos 120 japoneses, “Rotomusic de Liquidificapum”, bem melhor que a versão original, graças a um baterista de verdade e a uma produção melhor para fundir todas as maluquices deste caleidoscópio de hardcore, experimentalismo, desenho animado, brasileirice e vaudeville. A turnê do disco deve começar em Setembro, e questionados sobre com que banda internacional eles gostariam de tocar, a resposta imediata foi – “Radiohead”! Se os ingleses realmente vierem, fica aí a sugestão. A julgar por este Ao Vivo, não farão feio.
1.02.2003
O Lula disse no discurso que aquele era o dia do rencontro do Brasil consigo mesmo. Na verdade é a primeira vez que os dois se encontram.
Praia com a Karen . Shangri-La, a cidade mística. Nada de "O Mundo Perdido", e sim uma praiazinha simpática com um tio divertido (dela) e uns vizinhos hilários (do tio dela). Nada de sol antes das cinco também, porque faz mal pra pele e porque dava pra ver Sessão da Tarde na tv, se bem que a programação de tv no fim de ano consegue ser ainda pior que a usual. Se bem que Chaves e Simpsons e Fresh Prince iam bem como sempre. Na madrugada, clássicos (O Jovem Frankenstein) e bombas. Quer dizer BOMBAS. Estou falando de Evita. Nunca entendi porque alguns amigos odiavam tanto os musicais americanos, já que eu sempre achei filmes como Cantando Na Chuva, Grease e Um Americano em Paris fabulosos. Sem falar de South Park e principalmente, no caso de Fame e de Loucos pela Fama (Commitments), que são do mesmo Alan Parker que pariu a pataquada com a Madonna. Tá, é óbvio que as músicas daquele sujeito, o Andrew Lloyd Webber são horríveis. Qualquer jeca que não goste de baseball e não saiba cantar o Star-Spangled Banner sabe disso. menos Alan Parker, que aliás é inglês, se não me falha a memória. Bem, ele podia fazer o filme usando algumas canções do musical de Webber e contar a história do modo usual, com diálogos e tudo ficaria bem, já que afinal a história da vida de Evita, uma espécie de Marylin latina caso esta tivesse casado se com Kennedy, parece bem interessante. Porém por sei lá que cargas d'agua Parker quis fazer TUDO em formato musical, e o resultado é que temos que passar duas horas ouvindo pérolas da breguice "broadwayana" na voz de Madonna e de Antonio Banderas, atualmente presente em qualquer filme em que haja um personagem espanhol, mexicano, brasileiro, etc. Quer dizer, temos não, porque eu desliguei a tv depois de meia hora.
Primeiro foi o Joey. Depois o Dee Dee, e agora o Joe Strummer. Se eu fosse o John Lydon ia me benzer. Se bem que com os Ramones o capim pela raíz foi servido pra dois, então quem pode ir encomendando o paletó (de madeira) é o Mick Jones.
